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Mais um dia de tantos outros. Me deparo no meu dia-a-dia com frases mais deprimentes do que suas reais idéias. O supérfluo à vista e ao alcance de todos. Não queremos, mas o vemos. Somos bombardeados por suscetíveis tentativas do capitalismo exacerbado. 'Se o bar é bom, o chopp é Brahma' e se a vida for boa o chopp é veneno; a porção categórica do mal. São frases assim que inspiram o modo de viver da massa. O estilo de vida dos Ricos&Famosos são os assuntos que lhe interessam mais. As roupas D&G são as que brilham mais. As pessoas que possuem Luxo&Poder são as que [numa tentativa frustrada de crença barata], elas acreditam mais. E no mundo de cegos, onde ter um olho foi porque o outro foi tirado por bala perdida, e aqueles que ainda os possuem intactos é porque usam suas "bolhas" blindadas, muita gente ainda acredita que o céu está aqui e que o inferno lhe parecem tocar os pés. O mundo Solidário idealizado por aqueles que põem a dificuldade de pensar como força motriz de suas existências é ainda aquele mesmo dividido igualitariamente [claro, ele é solidário!] pelo mundo Mesquinho. Aquele velho "primo" dito ovelha negra da família. Resistente, se faz imbatível aos pedidos morais do "primo" Solidário. E quando ele resolve negociar sua dissimulação ainda faz contratos com juros e correções monetárias. Por exemplo, o mundo Mesquinho é solidário quando sua finalidade é patrocinar seu nome em prol, obviamente, do seu próprio bem. Afinal, é difícil abrir concessões... principalmente quando se trata de uma firma de empreendimentos. E o mundo Solidário? Espera cautelosamente, o retorno dos seus feitos, na intenção da lenda que diz: 'É dando, que se recebe mais'... e é esperando que se cansa mais. Enquanto isso, tomaremos nossa Brahma, inertes à indecência do alheio, brindando ao motivo único da ocasião, o despeito...
-A.S.-

Um comentário:
Lembrei-me de um dito:
De acordo com autores antigos, um livro se difenciava de uma carta não somente por sua extensão, e sim porque a carta era dobrada, e o livro apenas enrolado.
Edouard rouverie, S.XIX
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