sábado, junho 27

Stepping Stone.mp3

É bem, um pouco, meio, completamente assim que acontece nesse momento... um pouco solitário, meio melancólico e completamente estúpido.
Música da Duffy pra traduzir melhor...





Eu ficarei melhor afastada de você
Quando disse
'Eu não quero te ver mais'
Porque você estava amando, sim
Estava amando outra pessoa
E eu sabia, sim, eu sabia
Eu não conseguia me controlar
E agora eles te trazem
Para minha vida de novo
E agora eu finjo ser amiga
Assim como seus amigos
Oh, sim
Você sabe o que está acontecendo
Porque os sentimentos em mim
Oh, sim
Dentro de mim
Queimam forte


Mas eu nunca serei a pedra para você pisar
Assuma tudo
Ou me deixe em paz
Eu não serei a pedra para você pisar
Eu estou de pé
Por minha conta


Você ainda me telefona
De tempos em tempos
E seria
Tão difícil pra mim
Não cruzar a linha
As palavras de amor
Ficam em meus lábios
Como uma maldição


E eu sabia, oh
Sim eu sabia
Eles só tornariam isto pior
E agora você
Tem a coragem
De levar esse jogo
Assim como
As batidas 'mistro'
Em sua música
Você se divertiu você
Se diverte
Ao jogar comigo
E quanto menos você me dá
Mais eu quero
Tão estupidamente

sábado, dezembro 13

Viva a sociedade (cri)ativa!


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Todos nós, de fato, precisamos de orientações quanto ao nosso comportamento, desde detalhes mínimos – como a maneira de nos vestir – até princípios fundamentais – tal qual como se portar numa entrevista de emprego. Absorvemos da mídia o que dizemos ser estilo próprio. Nada mais além de estereótipos repetidos do que se assiste. Talvez, você tenha seu estilo, o seu vizinho o dele, e por aí vai. Mas deter estilos, não inativa a presunção de que há outros milhares iguais ao seu. Afinal, se todos bebem da mesma fonte, a impregnação só poderia ser a mesma. Lapsos de criatividade, autenticidade própria e diferenciação dentre os outros já são perspectivas dadas àqueles que, tão somente, subvertem idéias em conceito. Enquanto aos outros, já os definimos, são os outros. Trazer à realidade, seres míticos contemporâneos como Madonna e Brad Pitt, já faz a crença inútil dos outros que se mantém vivo apenas por seguirem ‘seu estilo’. O que não se vê hoje são hippies e revolucionários, que realmente seguiram sua ideologia sem reparar nos danos causados pelos supra-sumo da sabedoria popular. Hoje ter regras faz o mendigo ser um ser sociável na medida em que as boas maneiras valorizam os padrões. Nos “moldificamos” em formas tão iguais às suas medidas. Não mais nascemos hoje em dia; são todos de uma fornada onde a época é o fator determinante do estilo de vida estimado. E onde, o que foge do padrão é considerado um defeito de produção, os errantes caem no ostracismo e numa tentativa desesperada de reinserção do meio, humilham-se ao vestirem de palhaços e contentam-se ao brincarem na mesma ciranda. Se o mundo hoje é uma vitrine, prefiro que os meus sapatos estejam em caixas. Dignidade ante a uma vida de precariedade de emoções verdadeiras.



-A.S.-

domingo, outubro 12

Amores breves de metrô.

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Não nos conhecemos, não nos falamos, tampouco nos cumprimentamos. Mas sei que ele está ali, apto a corresponder sinais que lhe interessam. Paralisado o olhar em um único ponto onde a visão vaga e o olhar atento medeiam em mesmo campo, sei que ele ainda está ali. Pernas, braços e mãos movimentam de forma inquieta e harmoniosa despistando o mais improvável de todos os encontros... é quando o cruzamento de olhares desnudam a incapacidade do ser humano de agir. Preparados a se interligarem novamente, desta vez, há a entrega de comprometimentos, onde o que foi traçado vai até o fim como um acordo momentâneo de lugar. Mais duas ou três trocas de olhares para uma certificação meticulosa, e fim; ao destino ele foi entregue. O metrô chega a sua estação desejada e fim; meu destino acaba por aqui. Breve te conheci, breve te amei.




Amor breve, mas com amor. Amor breve de metrô.


-A.S.-

sexta-feira, setembro 5

Amor escrito em mandarim.


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Meu amor eterno;

meu caso inventado;

minha sorte e minha condenação;

minha lei sem ordem;

meu poema de mil versos;

meu efeito sem causa;

meu progresso transgressor;

meu sonho sem limites;

meu veneno e minha cura.



Para os casos que se foram, retenho na memória momentos que jamais voltam. De todos que já amei és o único que não sei o que é lembrar já que se faz tão intenso no meu dia-a-dia. Correlaciono conquistas com efeitos gerados do meu amor por ti. O mesmo também se faz deficiente em alguns momentos; me provoca cansaço espiritual, dor ligeiramente crônica e limitações físicas nunca sentidas antes. Meus olhos, ouvidos, boca e nariz só respondem aos sinais vitais quando vão ao encontro dos teus... Viver seria mais fácil se meu inconsciente não tivesse adquirido o melhor dos transtornos, você.




-A.S.-

quinta-feira, março 20

Protagonistas de novela mexicana - desespero e passividade.


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Mais um dia de tantos outros. Me deparo no meu dia-a-dia com frases mais deprimentes do que suas reais idéias. O supérfluo à vista e ao alcance de todos. Não queremos, mas o vemos. Somos bombardeados por suscetíveis tentativas do capitalismo exacerbado. 'Se o bar é bom, o chopp é Brahma' e se a vida for boa o chopp é veneno; a porção categórica do mal. São frases assim que inspiram o modo de viver da massa. O estilo de vida dos Ricos&Famosos são os assuntos que lhe interessam mais. As roupas D&G são as que brilham mais. As pessoas que possuem Luxo&Poder são as que [numa tentativa frustrada de crença barata], elas acreditam mais. E no mundo de cegos, onde ter um olho foi porque o outro foi tirado por bala perdida, e aqueles que ainda os possuem intactos é porque usam suas "bolhas" blindadas, muita gente ainda acredita que o céu está aqui e que o inferno lhe parecem tocar os pés. O mundo Solidário idealizado por aqueles que põem a dificuldade de pensar como força motriz de suas existências é ainda aquele mesmo dividido igualitariamente [claro, ele é solidário!] pelo mundo Mesquinho. Aquele velho "primo" dito ovelha negra da família. Resistente, se faz imbatível aos pedidos morais do "primo" Solidário. E quando ele resolve negociar sua dissimulação ainda faz contratos com juros e correções monetárias. Por exemplo, o mundo Mesquinho é solidário quando sua finalidade é patrocinar seu nome em prol, obviamente, do seu próprio bem. Afinal, é difícil abrir concessões... principalmente quando se trata de uma firma de empreendimentos. E o mundo Solidário? Espera cautelosamente, o retorno dos seus feitos, na intenção da lenda que diz: 'É dando, que se recebe mais'... e é esperando que se cansa mais. Enquanto isso, tomaremos nossa Brahma, inertes à indecência do alheio, brindando ao motivo único da ocasião, o despeito...



-A.S.-