domingo, outubro 12

Amores breves de metrô.

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Não nos conhecemos, não nos falamos, tampouco nos cumprimentamos. Mas sei que ele está ali, apto a corresponder sinais que lhe interessam. Paralisado o olhar em um único ponto onde a visão vaga e o olhar atento medeiam em mesmo campo, sei que ele ainda está ali. Pernas, braços e mãos movimentam de forma inquieta e harmoniosa despistando o mais improvável de todos os encontros... é quando o cruzamento de olhares desnudam a incapacidade do ser humano de agir. Preparados a se interligarem novamente, desta vez, há a entrega de comprometimentos, onde o que foi traçado vai até o fim como um acordo momentâneo de lugar. Mais duas ou três trocas de olhares para uma certificação meticulosa, e fim; ao destino ele foi entregue. O metrô chega a sua estação desejada e fim; meu destino acaba por aqui. Breve te conheci, breve te amei.




Amor breve, mas com amor. Amor breve de metrô.


-A.S.-